quinta-feira, 2 de julho de 2009

Líder da OEA irá a Honduras; órgão pode aplicar sanções

José Miguel Insulza anuncia viagem para sexta-feira, mas alerta que diplomacia já fez 'praticamente tudo'.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou nesta quinta-feira, 2, que viajará para Honduras na sexta para se encontrar com os líderes do governo interino, em mais uma tentativa de recolocar o presidente deposto José Manuel Zelaya no poder.
A OEA deu um prazo para a devolução do poder a Zelaya (presidetne destituído). Mas Inzulsa (secretário-geral da OEA) acha difícil que alguma coisa mude, mesmo sob ameaças de sansões. Na quarta-feira, Roberto Micheletti - quem está no poder no moemento em Honduras - advertiu que não restituirá Zelaya. E mais, que se o oficial presidente voltar para o país, será preso.

É importante lembrar que Zelaya andou aprontando. A promotoria de Honduras afirmou ter provas suficientes para acusá-lo de 18 delitos: "desde traição à pátria até a não aplicação de 80 leis aprovadas pelo Congresso".
E o golpe foi dado porque o presidente queria promover um referendo para ver se criava a possibilidade de uma terceira candidatura. Uma terceira candidatura vai contra a constituição Hondurenha. Por isso, muitas análises de jornais, inclusive, compararam essa atitude de Zelaya com as do presidente Venezuelano, Hugo Chávez. Que talvez Zelaya seja um futuro Chávez.

Porém, ao ler uma análise do The New York Times (uma coluna que saiu no Estadão de ontem), vi que essa atitude dos militares pode ter sido ruim até para eles. Segundo o jornal, Zelaya não estava lá com tanta popularidade e, provavelmente, o referendo não seria aprovado. Mas, com o golpe, tudo muda. A repercussão na mídia internacional foi enorme. A imagem de Zelaya pode se fortalecer, e o feitiço virar contra o feiticeiro...

Um comentário:

  1. E uau...esqueci de falar do Obama no meio dessa confusão toda!
    O presidente norte americano se delcarou totalmente contra esse golpe: isso porque, apesar dos pesares, Zelaya ainda é oficialmente presidente de Honduras. Seu segundo mandato (que é permitido pela constituição), ainda não terminou - ele realizaria o referendo ainda como presidente.
    Então, o argumento de Obama é dizer que esse golpe é um absurdo porque fere os direitos democráticos do povo que reelegeu Zelaya para o poder.
    Mas, e se ele conseguisse uma terceira candidatura? Assim como Chavez e outros políticos da américa latina?
    Já até vi vários textos sobre essa nova tendência da América do Sul...

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